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Operação resgata 12 trabalhadores em condições análogas à escravidão em fazenda de Alto Taquari (MT)

Trabalhadores viviam em situação degradante de trabalho e moradia em fazenda de Alto Taquari (MT) Reprodução Doze trabalhadores foram resgatados em uma oper...

Operação resgata 12 trabalhadores em condições análogas à escravidão em fazenda de Alto Taquari (MT)
Operação resgata 12 trabalhadores em condições análogas à escravidão em fazenda de Alto Taquari (MT) (Foto: Reprodução)

Trabalhadores viviam em situação degradante de trabalho e moradia em fazenda de Alto Taquari (MT) Reprodução Doze trabalhadores foram resgatados em uma operação de combate ao trabalho análogo à escravidão em uma fazenda no município de Alto Taquari, a 480 km de Cuiabá, entre os dias 16 e 19 de março. Segundo a Polícia Federal, a maioria das vítimas são naturais do Maranhão e foram atraídas por falsas promessas de emprego. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), os trabalhadores atuavam no corte e beneficiamento de eucalipto e em atividades de carvoaria. Durante a fiscalização, foram constatadas diversas irregularidades, como ausência de registro em carteira, jornadas exaustivas, falta de pagamento adequado, inexistência de treinamento e ausência de equipamentos de proteção individual. As equipes identificaram uma situação degradante de trabalho e moradia, com grave violação à dignidade humana, incluindo: Alojamentos sem condições básicas de higiene, conforto e segurança; Ausência de água filtrada para consumo e de água quente para banho; Banheiros com problemas estruturais e ventilação inadequada; Ausência de móveis essenciais, como armários para guarda de pertences pessoais, além da falta de ventiladores ou qualquer sistema de climatização. Além disso, eram frequentes os acidentes de trabalho sem assistência previdenciária por parte do empregador. Ainda conforme o MTE, a fazenda está localizada a cerca de 100 km da área urbana mais próxima, o que agravava a situação de vulnerabilidade. Os trabalhadores permaneciam isolados, sem transporte regular e, em alguns casos, estavam submetidos a essas condições há mais de dois anos. Trabalhadores atuavam no corte e beneficiamento de eucalipto e em atividades de carvoaria em MT Reprodução Indenização aos trabalhadores Após o resgate, os trabalhadores foram retirados do local às custas do empregador e encaminhados para hospedagem adequada. O empregador efetuou o pagamento das verbas rescisórias devidas, calculadas pela equipe de auditores fiscais do trabalho, e foram emitidas as guias para acesso ao seguro-desemprego especial, em três parcelas. Também foi firmado um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho, estabelecendo obrigações para a regularização das condições de trabalho e a não repetição das irregularidades. O acordo prevê o pagamento de indenizações individuais por danos morais, com valores entre R$ 10 mil e R$ 60 mil, além de R$ 50 mil a título de dano moral coletivo. Os pagamentos estão sendo realizados conforme os prazos estabelecidos. O total das verbas trabalhistas e indenizatórias soma aproximadamente R$ 400 mil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp ⚠️ Como denunciar? Existe um canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão: é o Sistema Ipê, disponível pela internet. O denunciante não precisa se identificar, basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações. A ideia é que a fiscalização possa, a partir dessas informações do denunciante, analisar se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e realizar as verificações no local. Veja os vídeos que estão em alta no g1