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DJs presos suspeitos de vender drogas sintéticas em festas são condenados por lavagem de R$ 185 milhões

DJ é apontado como chefe de esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas em Cuiabá A Justiça de Mato Grosso condenou quatro pessoas por lavagem de dinhei...

DJs presos suspeitos de vender drogas sintéticas em festas são condenados por lavagem de R$ 185 milhões
DJs presos suspeitos de vender drogas sintéticas em festas são condenados por lavagem de R$ 185 milhões (Foto: Reprodução)


DJ é apontado como chefe de esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas em Cuiabá A Justiça de Mato Grosso condenou quatro pessoas por lavagem de dinheiro em um esquema que movimentou R$ 185,9 milhões em recursos de origem ilícita ao longo de nove anos. A sentença é do juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, e foi proferida no fim de agosto. Entre os condenados estão os DJs Diego de Lima Datto e Patrike Noro de Castro, além de Jackson Luiz Caye e Marco Antonio Santana. Segundo a decisão, os valores seriam provenientes de crimes como tráfico de drogas, contrabando e comércio ilegal de armas. o g1 tenta localizar a defesa dos citados. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Os quatro foram condenados por lavagem de dinheiro, mas absolvidos da acusação de associação criminosa. O juiz também concedeu aos réus o direito de recorrer da sentença em liberdade. O magistrado também revogou a prisão preventiva anteriormente decretada em desfavor dos réus Marco e Patrike. De acordo com a sentença, a origem criminosa dos recursos foi identificada a partir de um conjunto de elementos. Entre eles estão a participação dos réus em atividades criminosas consideradas lucrativas e contínuas, a ausência de comprovação de renda lícita e a falta de justificativas para as movimentações financeiras. A decisão aponta ainda que Diego e Jackson não apresentaram declarações de Imposto de Renda compatíveis com os valores movimentados. Marco declarou R$ 22,8 mil, enquanto, segundo o magistrado, não foram encontrados registros contábeis, notas fiscais ou escrituração que justificassem as operações atribuídas a Patrike. As movimentações financeiras analisadas pela Justiça ocorreram durante nove anos e somaram R$ 185.912.857,03. Diego, Patrike, Jackson e Marco já haviam sido presos em uma investigação que apurou a suspeita de venda de drogas sintéticas em festas e também fazer 'delivery' de entorpecente, em Cuiabá. Eles foram soltos em 2019. Em 2025, Diego foi alvo de uma operação que investigou um suposto esquema de lavagem de dinheiro. Na ocasião, ele foi apontado como chefe do grupo responsável por movimentar valores que, segundo a investigação, seriam provenientes do tráfico de drogas e de outros crimes. LEIA MAIS: DJ e assessor da ALMT são alvos de operação que investiga esquema de tráfico de drogas e lavagem de R$ 185 milhões As condenações Diego de Lima Datto e Patrike Noro de Castro, no dia em que foram presos Polícia Civil-MT/ Divulgação Diego de Lima Datto foi condenado a cinco anos de reclusão e ao pagamento de 16 dias-multa, calculados com base em um trigésimo do salário mínimo vigente à época dos fatos. A sentença estabelece regime inicial fechado. O período em que Diego ficou preso provisoriamente e o cumprimento de medidas cautelares, como o recolhimento domiciliar noturno, serão considerados no cálculo do tempo restante de pena, que será definido pela Justiça na fase de execução penal. Patrike Noro de Castro também foi condenado a cinco anos de reclusão e ao pagamento de 16 dias-multa, calculados com base em um trigésimo do salário mínimo vigente à época dos fatos. A sentença considera o período em que o réu permaneceu preso provisoriamente. Segundo a decisão, após esse abatimento, a pena ficará abaixo de quatro anos, com o cálculo do tempo restante a ser feito pelo juízo da execução penal. O regime inicial foi fixado como semiaberto. Jackson Luiz Caye teve a pena fixada em quatro anos anos de reclusão com o pagamento 13 dias-multa, correspondentes a um trigésimo do salário mínimo. Como a pena não supera qautro anos, o regime inicial também em semiaberto. Marco Antonio Santana foi condenado a quatro anos anos de reclusão com o pagamento 13 dias-multa, correspondentes a um trigésimo do salário mínimo. Como a pena não supera qautro anos, o regime inicial também em semiaberto. O juiz também concedeu aos réus o direito de recorrer da sentença em liberdade. A venda de drogas Na época do caso, de acordo com a polícia, os DJs vendiam as drogas durante as baladas em que eram contratados para tocar. Além das baladas, os entropecentes também eram vendidos na modalidade de 'delivery' . As drogas eram vendidos à vista e as compras também podiam ser parceladas no cartão de crédito. No apartamento em que Diego e Patrike estavam no momento da prisão, a polícia apreendeu drogas, joias, anabolizantes, materiais eletrônicos, celulares, além de dois veículos que eram usados para a entrega da drogas. Foram apreendidos os carros dos suspeitos Polícia Civil-MT/ Divulgação