Assassino em série que matou mulher na UFMT vai a júri mais de 1 ano após crime
Reyvan da Silva Carvalho Reprodução Reyvan da Silva Carvalho, de 31 anos, será julgado pelo Tribunal do Júri no dia 26 de novembro pelo estupro e assassinato de...
Reyvan da Silva Carvalho
Reprodução
Reyvan da Silva Carvalho, de 31 anos, será julgado pelo Tribunal do Júri no dia 26 de novembro pelo estupro e assassinato de Solange Aparecida Sobrinho, de 52 anos, nas dependências da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. O julgamento será realizado mais de um ano após o crime, registrado em julho de 2025.
Investigado pela Polícia Civil como assassino em série, Reyvan foi ligado por exames de DNA a outro feminicídio e a dois estupros cometidos na capital. Solange foi encontrada morta em uma área desativada da universidade no dia 24 de julho de 2025. Ele foi preso em 29 de agosto daquele ano.
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Mulher achada morta na UFMT foi vista caminhando no campus horas antes do crime
Câmeras de segurança da universidade registraram o momento em que Solange caminha pelo campus um dia antes de ser encontrada morta. As imagens foram captadas às 15h20 do dia 23 de julho.
O corpo da vítima foi achado nas dependências da Associação Atlética Master, uma área desativada do campus, no dia seguinte.
Segundo a Polícia Civil, Solange tinha diagnóstico de esquizofrenia. Familiares relataram que ela assistia a aulas tanto na UFMT quanto no Centro Universitário de Várzea Grande (Univag), mas não era aluna de nenhuma das instituições.
O delegado responsável pelo caso, Bruno Abreu, informou na época que a vítima apresentava marcas na região do pescoço. Um laudo divulgado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) apontou que Solange foi vítima de violência sexual.
Assassino em série
Reyvan é investigado pela polícia como assassino em série. Exames realizados pela Politec em materiais coletados de outras três vítimas de estupro e feminicídio, em diferentes anos, identificaram o mesmo perfil genético encontrado no caso de Solange.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, Reyvan agia sozinho, sempre com uma faca, escolhendo mulheres em situação de vulnerabilidade, entre elas grávidas. Ele já tinha diversas passagens por estupro desde 2016.
Inicialmente, as amostras coletadas indicaram a presença de um mesmo DNA masculino no corpo de Solange, inclusive nas unhas, e em uma bituca de cigarro encontrada no local do crime.
Segundo a Politec, a análise do perfil genético ligou Reyvan aos seguintes casos:
Estupro e feminicídio de uma mulher de 39 anos, em 27 de dezembro de 2020, no bairro Parque Ohara;
Estupro ocorrido em 2021, no bairro Tijucal;
Estupro cometido em 2022, no bairro Jardim Leblon.
Mulher é encontrada morta em campus da UFMT
Barbara Siviero/TVCA