Alunos de direito da UFMT são investigados por lista que classificava colegas como 'estupráveis'; estudantes protestam
UFMT abre Processo Administrativo Disciplinarcontra alunos de direito A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) instaurou um Processo Administrativo Discipli...
UFMT abre Processo Administrativo Disciplinarcontra alunos de direito A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), nesta quarta-feira (6), para investigar alunos do curso de direito de Cuiabá suspeitos de envolvimento na criação e divulgação de uma lista que classificava estudantes como “estupráveis”. O caso gerou revolta e protestos de estudantes do próprio curso na última segunda-feira (4). Em nota, a universidade informou que o procedimento foi aberto para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos. “A Universidade Federal de Mato Grosso repudia veementemente qualquer manifestação, prática ou tentativa de naturalização da violência, da misoginia e de qualquer forma de violação de direitos humanos no âmbito de sua comunidade acadêmica”, diz trecho da nota. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Segundo o Centro Acadêmico da UFMT, o caso veio à tona após o vazamento de uma troca de mensagem entre os alunos citando, de forma clara, a intenção de abusar sexualmente de colegas da turma. Faculdade de direito afasta um aluno identificado como envolvido no caso Ainda de acordo com a instituição, as mensagens teriam sido compartilhadas em um aplicativo de troca de mensagens e se espalharam rapidamente durante esta semana. Após a repercussão do caso, estudantes do curso espalharam cartazes pelo local cobrando medidas da Universidade. Alunos do curso de direito durante ato nesta segudna-feira (04) João Lucas Rodrigues Tessaro O Centro Acadêmico afirmou que segue acompanhando o caso e repudiou o episódio. “É inadmissível que, no âmbito de um curso de Direito – cuja formação está intrinsecamente vinculada à defesa da dignidade da pessoa humana, da igualdade e dos direitos fundamentais – ocorram episódios dessa natureza", declarou. Até momento o caso não foi registrado na Polícia Civil. Manifestantes levaram cartazes repudiando o caso João Lucas Rodrigues Tessaro Faculdade de Direito - UFMT Reprodução